Esse é aquele tipo de programa que me empolga. Fazer um bate e volta especificamente para ver um show de uma banda que gosto bastante.
Almoçamos em um restaurante por quilo perto de casa e na sequência rumamos para o aeroporto, de carro mesmo. Decidimos deixar o carro naqueles estacionamentos próximos ao aeroporto muito pelo fato de que não suportamos a maioria dos ubers. O povo chato pra cacete, hein?
Chegamos em São Paulo com bastante tempo para aproveitar um pouco a região me que estávamos antes do show. Era o bairro liberdade e devo confessar que me senti bem naquele antro de pessoas um tanto alternativas que parecem não se importar com o que os outros pensam. Melhor assim, não é mesmo?
Fomos em um lugar chamado 99 Coffe e gostamos bastante. Um café espaçoso, agradável, com produtos diferentes e de qualidade e com um sistema prático e eficiente para fazer e pegar os pedidos. Deu para ficar um bom tempo tomando café e comendo. Estávamos nos energizando para curtir os argentinos do El Mato.
O Cine Joia é bem próximo desse café, então fomos andando bem tranquilos.
Ficamos um tempinho em uma pequena fila esperando o local abrir e uma vez lá dentro cheguei a pensar que o show ia flopar. O espaço ficou vazio por um bom tempo, mas eis que próximo ao show tudo foi enchendo. E encheu.
Rolou uma banda de abertura chamada The Baggios que era bem alternativa, mas que ajudou a nos deixar no clima… bem como, no meu caso, algumas latinhas da boa e velha bud.
Ficamos em um lugar perto do palco e logo vimos nosso adorado Santiago Motorizado entrando com o seu andar calmo e despreocupado.
E o show começou!
Devo dizer que as vezes me sinto melhor em um show em um espaço menor como o Cine Joia. Há uma proximidade e interação que nos deixam realmente imersos. E o mais legal é que o público era formado por fãs que sabiam a maioria das letras e que estavam empolgadíssimos.
Foram vários os pontos altos como Nuevos Discos, Amigo Piedra e Chica de Oro. Em vários momentos me vi em meio do povo em uma rodinha de punk bem amigável. Aliás, o público era uns 99% de esquerda e estávamos próximos ao segundo turno das eleições. Houve vários gritos de Ei Bolsonaro Vai tomar No Cu e Luuuulaaaa, o que me fez sentir bem demais.
Para completar, Santiago Motorizado, nosso hermano com tendências comunistas fez um lembrete: dia 31 de outubro…
O El Mato tem várias músicas que funcionam extremamente bem ao vivo e que são fáceies de se cantar. Sentimos que estamos participando e vivendo intensamente uma experiência marcante.
Particularmente, senti uma sensação de alma lavada durante a última música, Mi Próximo Moviento. Por um tempo, esqueci todo e qualquer problema que eu tinha e apenas aproveitei um dos melhores shows da minha vida.
No dia seguinte, as coisas mudaram drasticamente e percebi que eu não conhecia o significado da palavra ‘problema’.




