Confesso que estava empolgado para o Coolritiba desse ano. Inicialmente, tinha achado o line-up promissor, com algumas bandas já consideradas antigas e nostálgicas, outras consagradas e algumas promessas. E também seria uma oportunidade para ver de perto um nome dos mais relevantes da música brasileira, no caso o Caetano Veloso.
Pois bem. O início do meu desânimo se deu quando os horários dos shows foram divulgados. Simplesmente, haveria conflito com as três bandas que eu mais queria ouvir: terraplana, CPM 22 e Terni Rei. Cada uma estava marcada para palcos diferentes em horários que se sobrepunham.
Tivemos que pensar e escolher apenas uma… e ficamos com o Terno Rei.
Ano passado chegamos na Pedreira por volta das 21:00 e não pegamos fila, dessa vez chegamos umas 16:00 e a fila masculina estava grandinha. Mais um pouco e chegava no colégio Santa Maria.
A Flávia entrou antes e fui lá para o final da fila. Pelo caminho, tomei uma sempre bem vinda Heineken. A refrescancia momentânea deu lugar a uma considerável vontade de urinar e a fila não tava andando tão rápido como eu gostaria.
Após o que pareceu uma eternidade (mas talvez tenha sido uns 50 minutos) finalmente entrei na Pedreira e fui rapidamente dar aquela aliviada no toalete.
Encontrei a Flávia e decidimos já ir para ópera garantir um lugar no show do Terno Rei. É que a ópera tem limite de pública e havia o risco de ficar de fora. Entramos e tivemos que aguentar uma banda um tanto chata chamada Os Garotin… que não nego que tinha um público bem animado.
Acabou os Garotin e fomos mais para perto do palco e garantimos um lugar legal para o Terno Rei.
TERNO REI
E que tal o show deles? Tecnicamente beirou a perfeição. Som limpo, banda entrosada, Ale Sater cantando com bastante entrega. Esse som mais suave da banda combinou bastante com a acústica da ópera e também o visual com um jogo de luzes sutil e imersivo.
Tinha uma parte do público que era claramente de fãs da banda, mas acho que boa parte estava lá esperando a próxima atração. De qualquer forma… rolou coro em Medo, Solidão de Volta, Dia Lindo, Yoko e Dias de da Juventude.
E devo elogiar o Terno Rei por colocar 7 músicas do último álbum Nenhuma Estrela. Tem que ter coragem para deixar o setlist com um maior número de lançamentos recentes do que clássicos estabelecidos. Pena que não deu tempo de conhecer a fundo boa parte delas no nosso caso.
Mas teve uns destaques desse álbum novo como Próxima Parada e Coração Partido.
Eu poderia tranquilamente ficar mais uma horinha curtindo e relaxando com Terno Rei, mas festival é isso… quando menos percebemos o show acaba.
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Resolvemos sair da ópera e vimos uma fila GIGANTESCA para entrar. O próximo show seria do Yago oPróprio e certamente muitos ficaram de fora.
Para comprar bebida não tinha tanta fila, mas para comer as coisas me pareceram um tanto desorganizadas. Tanto que optamos por ingerir apenas líquidos haha
Acompanhamos de longe o forró piseiro animado de João Gomes, a voz potente da nova MPB de Liniker e o grande Caetano Veloso.
Sinceramente? Não me empolguei com nenhum… e até estávamos cogitando ir embora, mas eis que vimos que logo iria rolar BK na ópera e fomos para lá achando que talvez não conseguissemos entrar por causa da fila. Demos sorte e tava tranquilo.
BK
BK mostrou porque é um dos rappers mais em alta do Brasil atualmente. Ele tem vários hits e manda bem ao vivo, apesar de que confesso que não consegui entender boa parte das letras. Mas o ritmo tava contagiante e o flow dele é de alto nível. Deu até vontade de dar uma aprofundada na carreira dele.
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No geral experiência meia boca, prejudicada pelo fato de que não pudemos ver o nosso adorado CPM e minha queridinha terraplana.
Ano que vem o line-up vai ter que estar sensacional para me convencer a comprar o ingresso e correr o risco de não poder ver todas as bandas que eu gosto.
Talvez esteja na hora de voltar ao esquema de PALCO A e PALCO B no mesmo local. Assim dá para aproveitar mais, não é mesmo?




