Como não poderia ser diferente, um filme cuja primeira cena tem Vampire Weekend como trilha sonora ganha minha atenção imediata. Mais do que isso, a história e os personagens de Minhas Mães e Meu Pai conquistam rapidamente e quando menos percebemos estamos grudados na tela. A família apresentada é composta por duas mulheres, que são as mães do título nacional, um garoto de 15 anos e uma garota de 18. Ambos foram gerados graças a Paul, que antigamente vendia seu esperma para juntar uma grana. Por curiosidade, o garoto quer conhecer o pai biológico e aos poucos Paul vai fazendo parte da vida de todos eles.
Apesar da família não convencional, vemos representado na tela os dramas de qualquer família do planeta. A superfície aparentemente light garante bons momentos de humor, mas também são mostrados alguns pontos complicados da vida de um casal, como quando o encanto pelo outro perde um pouco de espaço para o trabalho ou outra coisa do tipo. Claro que já vimos algumas cenas retradadas aqui em outros filmes, mas o carisma do elenco e a honestidade do roteiro nos torna cúmplices dos personagens e das situações vividas por eles.
O roteiro também dedica tempo para os filhos do casal. Que pai/mãe já não se preocupou com as amizades do filho ou com o fato da filha voltar para casa dirigindo com uma boa dose de álcool no sangue? Tudo bem que é clichê, mas tudo é suficientemente real para nos convencer e nos fazer importar. A atuação de Annette Bening é ótima, mas o meu destaque vai para a Julianne Moore que demonstra uma doçura misturada com desespero como só ela é capaz. Longe de ser um filme feito para chocar, Minhas Mães e Meu Pai é um trabalho para ser admirado pela sua qualidade.
Título original: The Kids Are All Right
Ano: 2010
País: USA
Direção: Lisa Cholodenko
Roteiro: Lisa Cholodenko, Stuart Blumberg
Duração: 106 minutos
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson
/minhas mães e meu pai (2010) –
bruno knott,
sempre


Olha,bastante diferente de você achei o filme bastante sem graça,acho que certas coisas que o roteiro faz são simplesmente sem sentido e até injustas (como a sabotagem de certos personagens) e sobre o elenco,isso sim é um ponto bastante positivo,mas na minha opinião quem rouba a cena é Annette Benning que está ótima no papel de Nic.
Abraços
É… meio que um consenso que ela é o destaque do filme! Chances de Oscar.. abraços.
Estou curioso com este filme, teve uma boa recepção por parte do público. Acho que irei gostar, é apenas esperar que ele estreie em minha cidade. Que assim seja!
Tem que torcer pra chegar cara…
Um bom filme, ainda mais pela direção segura que capta bem as melhores interpretaçoes do elenco – convenhamos, todos estão em sintonia e é até dificil dizer que só Annette está bem. Afinal, até Mia convence e o filme dá gostinho de rever.
Achei até bem realista a trama.
Abraço
Realismo misturado com ótimas atuações resulta num belo filme, como foi o caso aqui.
Abraço.
Ah, que bom, alguém que gostou do filme como eu! \o/ Tá difícil, viu? Todo mundo dizendo que é clichê e tal, e eu concordo em parte, mas na hora, como você disse, nem me liguei. Estava envolvido demais. Adorei.
[]s!
É o sentimento que eu tive tb… abraços!
Pretendo resenhar esse filme em breve para expor os fatores que prejudicaram este projeto, que tina absolutamente tudo para ser bom. Apesar do ótimo plot, não gosto da direção, nem do roteiro, que usa todos os artifícios clichés possíveis do cinema independente como alicerce da história e o desenvolvimento é ultra exagerado. Faltou requinte, faltou delicadeza e ousadia no meu ponto de vista. No mais, o elenco é só elogios. Bening está em todas as premiações, mas também fico com vc: Moore arrasa em cena. E Mark Ruffalo confirmando ser um grande ator que é.
abs!
Quero ler seu review Elton.
Quanto o Ruffalo… cade o Oscar desse cara? Faz tempo que ele merece uma estatueta.
Gostei do filme, mas senti que faltou algo. Vale pelo elenco que está um primor. 😉
O elenco do filme ninguem discute mesmo! Todos ótimos…
O filme é sensível e realista, com ótimas interpretações. Concordo com você quanto a doçura e desespero de Julianne Moore, hehe, adoro a atriz, mas quem me surpreendeu nesse filme foi Mark Ruffalo.
bjs
Curto muito o Ruffalo. Nunca vi ele indo mal em algum papel.
Concordo perfeitamente com a crítica. Mas minha preferência fica com a Annette! =)
Abs
Sem dúvida ela fez um excelente trabalho.
É. Eu não gostei do filme. Cholodenko tem bons olhos para relações familiares, mas que não são tão felizes ao relatar o Humano, se é que me faço entender. Abs!
Talvez ela tenha se preocupado em falar de muita gente em pouco tempo e não pode aprofundar tão bem.
um dos meus filmes favoritos deste ano… fantastico do inicio ao fim
http://filme-do-dia.blogspot.com/
Gostie bastante tb.
Quero ver! Adoro o Ruffalo e fiquei curiosa pra ver se a Mia se saiu melhor que em Alice. Abs!
Bem melhor aqui… e o Ruffalo é um dos meus atores preferidos.